O
Grupo Harambee de Teatro foi fundado oficialmente em 2003, mas seu
início remonta desde 2000, tendo passado por várias formações. O
grupo está na sua terceira geração. A primeira geração,
compreende o período de 2000 a 2003, com destaque para o nascimento do
grupo, que se apresentava sobre um caminhão peças de utilidade pública
(teatro de rua) e o trabalho de Leandro Silva, Homero Neto (fundadores) e
jovens da Pastoral da Juventude de Canto do Buriti - PI . A segunda
geração marca o período de 2004 a 2007, com destaque para a
constituição legal do grupo, a montagem de grandes peças populares e a
atuação de artistas como a Profª Ana Paula Amorim, João Vieira e Rogério
Costa.

Atualmente,
com um trabalho consolidado e uma linguagem cênica mais amadurecida, o
Grupo é formado por 05 jovens artistas de teatro associados, formados
através de oficinas. O Grupo objetiva “formar e congregar artistas cidadãos, comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e solidária” (parágrafo 1º, art. 1º, Estatuto Social do Grupo Harambee de Teatro).
O nome “Harambee” vem da língua africana swahili e significa “todos juntos”, equivale a “mutirão”.
Já
realizou várias oficinas de teatro e espetáculos, destacando-se “O Dia
Dela” em 2004, o sucesso “Auto do Lampião no Além” em 2005, “Tobias—Um Anjo em Meu Caminho”, em 2006 e “As Malditas”, em 2009.
Participou
da XIX e da XXIII Mostra de Teatro do Piauí promovido pela FETAPI; foi
selecionado duas vezes para apresentar-se pelo Projeto Teatro Popular da
Fundação Cultural do Piauí - FUNDAC/ PI e presta relevantes serviços ao
município de Canto do Buriti na área social e cultural.
O Grupo tem como projetos para os próximos anos a criação de uma Casa de Cultura para a cidade, no espaço da antiga União Artística Operária, criar uma Escola Popular de Artes e um Festival Anual de Artes Integradas.
Linhas de Ação do Trabalho do Harambee
Princípios
Cultura Popular - Teatro de Rua - Educação Participativa - Economia Solidária - Desenvolvimento Humano e Social dos seus membros e de sua comunidade
Hino Oficial do Grupo Harambee de Teatro
“A Vida é Um Palco”
Letra e Música: Leandro Silva/ Renato João
I – A vida é um palco
Eu nasci para brilhar
Entrarei em cena
E ocuparei o meu lugar
II – Se a vida é um palco
Nos aplaude o Criador
O Artista do Universo
Que nos dirige em seu amor
III – Harambee
O futuro começa aqui
Reunidos em mutirão
Na busca de uma nova expressão
Harambee
Para um mundo melhor construir
De mãos dadas, em união
Arte, luz, revolução (bis)
IV – E quando enfim chegar
O momento da luz apagar
Deixaremos para traz, ô, ô
Uma cultura de paz
(Repete III)
V – Se a vida é um palco...
Porque Fazemos Teatro!
Fazer teatro é fazer cultura,
Fazer teatro é conhecer geografia, história, arte, costumes, filosofia, tecnologia...
Fazer teatro é aperfeiçoar a arte da comunicação,
Fazer teatro é combater a timidez,
Fazer teatro é fazer amigos,
Fazer teatro é enriquecer-se com a vida grupal,
Fazer teatro é transmitir mensagens,
Fazer teatro é divertir-se,
Fazer teatro é “reencarna-se” nos mais estranhos personagens,
Fazer teatro é viver no reino da ilusão,
Fazer teatro é beneficiar-se psicologicamente do seu poder catártico,
Fazer teatro é exercitar-se na mais humana de todas as artes,
Fazer teatro é dominar as emoções,
Fazer teatro é sofrer doces expectativas,
Fazer teatro é pôr-se ao lado de grandes educadores, como o bem-aventurado José de Anchieta
Fazer teatro é esquecer as agruras da vida,
Fazer teatro é dar vida e motivação a conteúdos programáticos “massudos” e cansativos,
Fazer teatro é pontilhar a dura realidade da vida com o doce passatempo do faz-de-conta,
Fazer teatro é disciplinar-se,
Fazer teatro, enfim, é SONHAR
E é por isso que o teatro nunca desaparecerá porque
o homem continuará sonhando, e, sonhando, continuará
fazendo teatro.
FILOARTE (Gomes Campos)
Teatrólogo
e professor de Filosofia, o Grupo Harambee admira ehomenageia o Profº
Gomes Campos, a mais importante figura do moderno teatro piauiense.
Autor de Auto do Lampião no Além, o artista piauiense nascido em Regeneração colocou o nome do Piauí no ponto mais alto das artes cênicas nos anos 70 e 80.
Foi
a peça mais representada pelos artistas piauienses. Com ela, figuras
que despontaram para o teatro como Santana e Silva, Tarcísio Prado e
outros chegaram a se apresentar dezenas de vezes. O Auto foi tão
comentado e festejado que a crônica da época destinou um lugar de honra
para essa peça de um autor piauiense. Gomes Campos atuava de maneira
discreta trabalhando com dedicação no que gostava de fazer.
Sendo
assim, nunca exerceu a profissão de advogado, preferindo atuar como
professor de Filosofia passando, através do teatro em suas aulas na
Universidade e no seminário de Teresina, as informações e a técnica que o
teatro reúne em textos os mais diversos e humanos. A cidade conheceu o
teatro de Gomes de Campos nos tempos mais duros do regime militar,
quando ensaiou e apresentou, pela primeira vez, Auto do Lampião no Além
no auditório do Colégio Diocesano, uma espécie de área livre para a
arte praticada pelos universitários do curso de Filosofia e estudantes
secundaristas interessados na arte.
Em
2004, o Profº Gomes Campos recebeu o Grupo Harambee de Teatro, em
Teresina – PI, onde residia. Encantado com o trabalho do Grupo e de sua
luta para consolidar a cultura no sul do Estado do Piauí, autorizou do
próprio punho a utilização de sua peça “Auto do Lampião do Além” para
ser montada pelo Harambee.
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Autorização
do próprio punho dada pelo Profº Gomes Campos para montagem de sua peça
mais famosa, “Auto do Lampião do Além” pelo Grupo Harambee de Teatro.

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